EXMO. SENHOR MINISTRO DO ULTRAMAR, EXCELENCIA: AO esta previsto no Programa de Recepcao a V. Exa., que o Prelado da Diocese fale neste acto da nossa reuniao solene nesta Casa de Deus, para rendermos ao Altissimo as nossas homenagens e agradecimentos pelo feliz acontecimento da chegada de V. Excia. a esta extrema Provincia portuguesa, Cidade do Santo Nome de Deus de Macau. Mas, com a devida venia, cumpro o dever de, neste momento, apresentar a Vossa Excelencia as nossas saudacoes simplesmente cristas! E, por conseguinte, cheias daquele respeito sincero, cordial, submisso e elevado pelo princlpio sobrenatural, da palavra de Deus, que nos manda reverenciar as pessoas que, por serem revestidas de autoridade legltima, participam da mesma autoridade de Deus e, em Seu Nome, segundo as disposicoes da Sua Providencia, nos governam. Saudo, pois, V. Exa., Senhor Ministro, nesta Catedral que e a casa central de todos OS fieis desta Provincia; saudo V. Excia. em meu proprio nome, com gratidao, pelas muitas gentilezas que ja, devo ao fino coracao de V. Exa.; saudo V. Exa. em nome do ilustre Cabido desta Se Catedral; em nome do Revdo. Clero Missiondrio, que a V. Exa.ficara, devendo um Diploma Legislativo da mais alta compreensao missioniria; saudo V. Exa. em nome das Inst i tutes Religiosas diocesanas, e tambem das nao diocesanas, quero dizer, daquelas que, arremessadas para fora dos seus campos de glorioso apostolado, aqui se acolheram a sombra da nossa bandeira e da compreensao crista do Governo de Portugal, de que V. Exa. e ilustre membro. E aqui, em nome de todos, expresso a V. Exa. OS meus mais vivos sentimentos de gratidao. Esta cidade portuguesa, do Santo Nome de Deus de Macau, foi desde o seu berco padrao de fe, cidade de refugio, para OS que a ensinam, e para OS que a abracam. Uma cidade missionaria donde irradiou a fe crista para todo a Extremo-Oriente, uma cidade acolhedora «egundo o corajao de Cristo! E esta a sua maior gloria.
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