991006038799706306

I. — Servico de Deus e das Almas N O R T U G A L nasceu cristao, e a lutar contra OS inimigos do Cristianismo e da Igreja Catelica Apostolica Romana. E com grande acerto que o Sr. Dr. Oliveira Salazar, sempre oportuno, nos diz « que nascemos ja como Najao independente no seio do Catolicismo », e que «podemos apresentar perante o mundo ao lado da identidade de fronteiras historicas o exemplo raro da identidade de conscience a religiosa: beneficio extraordinirio em cuja consecucao se empenhou uma politica previdente*. o povo portugu&s foi, pois, sempre, pela sua indole profundamente crista, tambem um povo missiondrio. Desde OS seus Reis e Governantes ate aos soldados e marinheiros perpassa atraves da nossa historia a preocupajao de evangelizar e reduzir OS povos descobertos a obediencia do Papa. Sao interessantes a este respeito certos dialogos e noticias que se podem ver na Carta das Novas que vieram a El-Rey Nosso Senhor do descobrimento do Preste Johao (em 1521), como igualmente a correspondencia dos nossos Reis aos Governantes e destes aos Soberanos de Portugal, bem como aos subordinados. o motivo servico de Deus e bem das almas e frequente nas resolujoes a tomar na ordenajao dos servicos de Sua Magestade. Nos prestimosos volumes de documentajao para a Historia do Padroado Portugues editados e anotados pelo ilustre Missiondrio da Diocese de Macau, Rev. p. Antonio da Silva Rego, topamos a cada passo com essa preocupa§ao de servico de Deus e de Sua Magestade, de tal modo que o servico do Rei se coordena sempre coin o servico de Deus e se subjuga & moral e direcjao da Igreja. A grande obra Missionaria de Portugal comecou, com a guerra ao mouro dentro do Continente e continuou com as descobertas, sendo de toda a justija reconhecer que o grande impulso das descobertas levava motivo de alargar a cristandade.

RkJQdWJsaXNoZXIy MTQ1NDU2Ng==