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66 Mas OS Magistrados do Fukien, onde a i nf l uc ia dos MissionArios era grande. deram informagoes contra OS Holandeses. Nao obstante, informava ainda o p. Ricci, chegaram a Corte de Pequim muitos artigos holandeses que eram vendidos muito caros, e OS holandeses foram expulsos dos portos do Fukien, apesar de terem conseguido subornar um oficial das alfandegas chinesas por 30.000 taeis de prata. Os mares, desde o Japao a Macau e de Macau a Goa, estavam infestados de corsArios holandeses e ingleses, e OS nossos navios eram frequentes vezes assaltados: assim em 1603 foi capturado no Estreito de Singapura por Diogo Heemskerck o mais rico navio que partira de Macau para a India; outros foram capturados perto de Macau, ate que em 1605 ja as naus da India nao se atreveram a partir para Macau, pelo perigo dos piratas anglo-holandeses. Em 1622 OS holandeses decidiram assaltar a cidade portuguesa. o facto e conhecido: OS navios ancoraram em numero de 14 ao largo da fortaleza da Guia, e mais 3 navios ingleses. Tinha a cidade apenas 80 homens Portugueses e nao havia homem de armas ou Capitao que OS comandasse, porque o proprio Governador tinha partido para a India e nao tinha sido substituido. Desembarcaram das naus inimigas uns 800 homens sob o comando de Kornelis Van Reyerszon. Enquanto OS nossos poucos homens se foram organizando e comegando as escaramugas do monte da Guia, um Missionario do Padroado, o p. Rho, sulgo de nagao, e excelente matematico, manejou com tanto acerto uma pega do baluarte do monte de Sao Paulo, que atingiu OS depositos de munigoes da esquadra inimiga e pds em debandada todas as forgas desembarcadas. Mais de 500 homens ficaram mortos, com grande perda de armas e alguns prisioneiros. Ainda hoje se celebra em Macau, no dia de Sao Joao, esta grande viteria em que OS MissionArios tiveram parte activa e bem decisiva na defesa dos direitos territoriais de Portugal. Sessenta e quatro anos mais tarde, voltou o perigo dos Holandeses a ser eminente: "No ano de 1686 impendia sobre Macau a ameaga da liltima rulna. Tratava-sa do perigo iminente, que era forgoso conjurar, de estabelecerem OS holandeses na China um porto comercial: Seria a morte do comercio portugues naquele emporio. "O reitor do Colegio da Companhia (o de Sao Paulo) em carta escrita de Macau, em agosto desse ano, dirige-se aos "Padres da Cdrte" (os Jesuitas que trabalhavam em Pequim ao servigo do Imperador) a participar-lhes as angustias dos Portugueses, que se debatiam na maior consternacao e desalento, e pensavam

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