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MA GAO Quando hi dias, depois do trabalho, voltava a casa para almogar, seatadas estavam, debaixo da arcida, duas rapariguitas chinesas que me estenderam as maozitas, declarando em portugues esta palavra de arrepiar:— "Fome"! A minha primeira intengao foi fazer-lhes Bem, mas a cabega, sobrepondo-se ao coragao, fez-me esta interpelagao:— "Sabes se, na realidade, tem Fome ? ! . . . " De facto, na China, e frequente comprar-se gente para mendigar em proveito da Ociosidade! . . . Ma's alguns passos dados, estava uma velhinba, tambam sentada, comendo, com sofreguidao, os ultimos bagos de arroz num recipiente velho, enferrujado, que em tempos devia ter servidoa frutas de conserva . . . e entao, contemplando este Quadro, tive a nogao que as tais criangas deviam ter Fome, na real dade. Parei de momento, olhando para tras, mas ja la nao estavam as desgragadas e . . . ficando penalizado por nao ter cumprido 0 primeiro impulso do coracao, disse comigo: — "Nem

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