A TEMPESTADE Em eerta casa de Campo morava um casal que tinha apenas um filho de menor idade e um enorme cao-de-guarda que era todo amizade. Tudo corria normalmente bem, dentro da maior felicidade. Acabado 0 jantar, ja perto da noite, eucostado a janela, eutretinha-se a conversar. 0 cao, esse entao, fazia 0 seu giro ca fora, a farejar. A noite ia calma de mais para 0 mes de Maio, prognostico de temporal. E, com efeito, 0 casal eomegava a disfrutar OS desenhos, nao simetricos, do faiscar. Era belo 0 especticulo, quando ainda longe, mas, ja perto, tornava-se assustador, por se aproximar mais e mais da zona da vivenda deste par. Os trovoas sucediam-se a ponto de, por prudencia, terem fechado as janelas, nao fosse a clavidade produzida pela electricidade torna-los cegos. Pai, mae e filho, todos junLos a rezar. 0 cao, agitado, punha-se a uivar. Nao chovia, ar quente em demasia.. . De repente rasga-se 0 firmamento, de alto a baixo, num estam-
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