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Sao muyto sabedores, asy n'as cousas do outro mondo, como n'a gobemagao da reepubliqua *... e acrescenta que Sao OS Chineses gente « muyto aguda, de gramdes engenhos, muyto mays que OS Japoes, e homens de muyto estudo Incarnando em si OS mesmos desejos, dos Reis de Portugal, concebeu Xavier a ideia de arranjar outra embaixada para entrar na China e levar ao Imperador a noticia da crista: E assim escreveu em 1552: «Creyo que esto anno de 52 irey laa, onde estaa El-rey da China, porque he terra domde se pode muyto acrecemtar a ley de Nosso Senhor Jhu Xto; e se ahy a regebesem, seria gramde ajuda pera em Japao descomffiarem das seitas em que crem »(2). A embaixada que Sao Francisco Xavier planeou foi desarranjada por um mau fidalgo em Malaca, e o Santo, cheio de amor pela China, morreu em 2 para 3 de Dezembro na ilha de Sheung-Chau, ou Sancian onde ja OS Portugueses mantinham contacto com OS chineses, faz precisamente este ano 4 seculos exactos. Uma carta dum Missionario jesuita que se encontrava com OS Portugueses que comerciavam com OS chineses, ja em virtude do tratado feito por um enviado do Rei de Portugal chamado Leonel de Sousa, a quem me referi mais acima, conta como em todo o sul, a China foi assolada por uma quadrilha de piratas com grandes perdas para o Imperador e com continuo desassossego das populates costeiras. Os Mandarins de Cantao pela noticia que tinham sobre o valor dos Fulankis ou Portugueses, pediram-lhes que eles viessem em auxllio das suas forgas para debelar aqueles piratas cujo chefe se chamava Chan-Si-Lau, ou ainda, segundo outra transliteragao, Samchislau. Os Portugueses, que entao se juntavam para o comSrcio com OS chineses na ilha de Sheung-Chau, vulgarmente transliterada com o nome de Sanciao ou Sanchoao, onde tinha morrido Sao Francisco Xavier, fazendo ali uma base com forgas vindas de Malaca, Java, Filipinas e Molucas, aceitaram dar batalha aos piratas a favor do Imperador e da China: foram subindo a Lampakau e Amagau ou Ma Kok Miu que hoje se chama Macau. Aqui lhes veio falar um Mandarim a combinar a batalha que se deu no rio de Cantao, com felicissimo exito sob a direcgao de Diogo Pereira e Luiz de Melo em 1557. As autoridades chinesas de Cantao ficaram com tanta estima e aprego dos Portugueses ou Fulankis, que, como refere Ricci nos seus comentarios da China, as proprias armas de artilharia, como especialidade dos Portugueses, ficaram sendo designadas na China pelo nome de armas Fulankis, como se pode ver na Historia dos MI N G c. 3 2 5 , (1) Carta de Sao Francisco Xavier eserita de Coehim, a 29 de Janeiro de 1552. (2) Carta citada. Monum. Hist. Soc. Jesu.

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