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EXMO SENHOR MINISTRO DO ULTRAMAR. EXCELENCIA : presenga de V. Excelencia nesta Casa de formagao missionAria, por onde passaram tantos e tao notaveis Apostolos, e um destes acontecimentos providenciais que nos nem a sonhar poderiamos supor. Ora, quem reflectir sobre a historia de Macau ver-se-A supreendido por factos extraordinArios da Providencia que desde o principio parece ter velado pela sua conservagao e desenvolvimento. Persuadido estou que a visita de V. Exa. a Macau e a esta Casa, que representa uma das pegadas mais firmes e mais antigas nesta terra portuguesa, e um facto extraordinArio e providencial que, no momento presente, constitue para todos nos um fanal de esperanga! Saudo, pois, V. Exa., Sr. Ministro, em nome de todas as Organizagoes MissionArias diocesanas e das que, nao sendo diocesanas, aqui se abrigaram da tempestade que as arremessou a este porto cristao onde, quasi contra toda a esperanga humana, mas com alentos de confianga sobrenatural, esperam pelo momento de poder retomar OS seus trabalhos apostolicos interrompidos em toda a China. Este aspecto de Macau, como cidade de refugio a tantos obreiros da Propagagao da Fe, constitue uma das mais gloriosas paginas da sua historia e eontribue para que se restabelega o verdadeiro criterio historico e se faga justiga ao Governo Portugues. Seja-me permitido citar, a este proposito, um trecho dum artigo escrito por um sacerdote estrangeiro que aqui se refugiou durante a guerra japonesa: — «Macau, beata pads visio! « Quantos, durante estes tres anos tinham deixado as angustias, o medo, a pobreza, a morte de Hongkong para encontrar em Macau a tranquilidade, a seguranga, a saude, o conforto, a vida! «Providencia de Deus! E rialmente verdade que quando a porta se fecha, a Providencia abre a janela — como diz o proverbio! o que eram outr'ora as ci-

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