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dades de refugio, era-o agora Macau; com a diferenga, porem, que aquelas eram seis para um pequeno territorio, enquanto que esta era uma So para um territorio imenso que se extende desde o mar glacial da Siberia ate ao oceano das ilhas da Malaia! «Non est alia Natio tarn grandis, pode-se dizer de Macau! So por uma particularissima disposigao e protecgao da divina Providencia se pode explicar a origem, a existencia e a continuagao de Macau. « 0 que ela faz hoje, fe-lo sempre atravez dos seculos. «Ha homens que teem uma Missao especial, foram escolhidos, marcados, desde o seio materno para ela: jamais se desmentiram ate ao fim. « E a sua vocagao! «Ha nagoes, cidades que tiveram uma Missao: foram escolhidas, fundadas, marcadas para ela, e nunca se desmentiram, e a sua vocagao. « Macau e uma destas! Cidade de refugio, Cidade do Santo Nome de Deus! Cidade lial! Cidadela do Cristianismo no imenso Oriente! Cunha incravada nesta rocha poderosa do paganismo para a desfazer em pedagos: Brecha aberta nesta grande muralha da idolatria para que passem as falanges da Igreja: cavalo de Troia quero chamar-lhe, posto nesta grande cidade do Imperio da flor do Meio, para que fosse tomada de assalto e conquistada para Cristo Redentor! «Jamais se desmentiu : a Historia — verdadeira historia, digo, que se pode escrever so depois de ter visto, ouvido, constatado, considerado, confrontado, vivido sobretudo — Is, est a a demonstrar que Macau foi tudo isto para todos durante quatro seculos: Patent cunctls ostia! Generosa. hospitaleira, portuguesa, e por isso, sobretudo crista, catolica, latina, humana! « Por isso dela se pode dizer: Haec est domus Domini firmiter aedificata, bene fundata est super firmam Petrarn: Sobre a pedra da sua fe Romana se ergue o seu magnifico monumento de caridade crista! * Quao insuficiente me pareceram as palavras que li, ha anos, num certo livro da historia das Missoes: Qualquer que possa ser a import&ncia histdrica de Macau a respeito das Missoes, a sua Obra e insignificante! « Vent et vide, quizera dizer ao Autor deste livro! ( ' )» Este trecho e um eco de muitos coragoes de tantos MissionArios estrangeiros que a nossa hospitalidade se acolheram desde 1941. E esta dezena de anos e a (1) Boletim Eclesiastico da Diocese de Macau, Ano XLIII, No. 504, Marco de 1946, pag. 192. Artigo do p. CARMELO M, ORLANDO, das Missoes Estrangeiras de Milao.

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