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Franga e em nenhuma encontrei pegas de tamanhas dimensoes tao bem executadas e tao perfeitamente acabadas como aquelas que ali vi ao abandono, ha mais de 180 anos. E sabido que muitas destas maquinas e aparelhos foram levados pelos alemais para Berlim em 1900. o Tratado de paz de 1919 estipulou que fossem restituidas A China ( ' ). Mas a obra cientlfica dos MissionArios nao se limita a mecanica e astronomia. Muitos foram medicos, farmaceuticos, cirurgioes, botanicos e qulmicos, deixando-nos interessantes livros como Plinius Indicus, Medicus Sinensis ou Clavis Medica; Chinarum doctrina de pidsibus, Flora Sinensis, Medicus Lusitanus, Flora conchinchinensis, da qual creio haver um volume no nosso liceu, Fructus et Arbores, Historia animalium sinensium, Herbario chillis; Tratado da Variolizacco, ou seja da vacina contra a Variola (1700...). Outros escreveram sobre a moeda, flores artificiais, metodos de fazer a porcelana, sobre agricultura, e a Europa e-lhes devedora de muitas especialidades e da introdugao de especies que entraram no uso comum, como o cha, o citrus madurensis, etc.. Outros ainda foram ge6grafos e historiadores, como o p. Maia e Gabriel de Magalhais. Este era parente do grande Navegador portugues e escreveu sobre a ciencia de navegar e outro livro que, a juizo de Sommervogel, e o melhor sobre a China. Outros distinguiram-se como vidreiros e cristaldgrafos. JA cheguei a apontar uma biliografia de 1330 obras escritas pelos nossos Missionarios sobre Religiao, ciencias e belas artes, historia, geografia, enfim de omni re scibili, ate k destruigao pombalina. o p. Bernardo de Almeida que foi o ultimo medico e Presidente do Tribunal de Astronomia, continuou na Corte de Pequim a defender Macau e a valer aos Portugueses nas periodicas afligoes da Cidade. Pego venia para fazer uma referenda particular ainda ao p. Tomaz Pereira, natural de Sao Martinho do Vale, da Diocese de Braga, pertencente a uma nobre familia dos Costa-Pereira. Este Missionario era um musico consumado. Quando ele chegou a Macau, o grande sAbio p. Verbiest, que exercia altas funcoes na Cdrte, falou nele ao Imperador e este expediu dois altos Mandarins que o fossem buscar a Macau. Logo na primeira entrevista o Imperador tocou diante dele no seu clavicordio modas chinesas que sabia de Cor. o p. Pereira imediatamente as escreveu em notas no pentagrama e executou com tal perfeigao que o Imperador exclamou: Na verdade estas ciencias dos europeus Sao admiraveis! e dirigindo-se ao novo MissionArio proseguiu: este homem e um genio maravilhoso! E de tal moll) £tudes Religiettses, Paris, 1864, Tomo IV, pag. 17-30 Carta do miasionario Irmao Guillon. Citaroes em PFISTEB, Obr. at. 1. c.

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