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RESUMO A forma como o Governo português formulou e implementou a sua estratégia negociai para a resolução da questão de Macau com a República Popular da China é analisada em detalhe ao longo deste livro. Apresentados os antecedentes políticos da questão de Macau, aborda-se o impacto das negociações sino-britânicas nas luso-chinesas, que resultaram na assinatura da «Declaração Conjunta do Governo da República Portuguesa e do Governo da República Popular da China sobre a Questão de Macau», em 1987. Por razões políticas internas, um dos principais objetivos de Portugal era assegurar que o acordo sobre Macau não seria pior que o de Hong Kong e assegurar que a transferência da Administração só teria lugar depois do handover da colónia britânica. Esta postura essencialmente reativa explica-se, em parte, pelo processo traumático da descolonização portuguesa em África e retirada de Timor. O livro também analisa as questões mais relevantes do período de transição, que culminou na transferência da Administração portuguesa de Macau para a China em 1999 sublinhando as tensões existentes nas relações luso-chinesas. Por um lado, os assuntos de rotina, que marcaram presença em todas as reuniões do Grupo de Ligação Conjunto, nomeadamente as políticas de localização dos quadros, da língua e das leis. Por outro lado, os dossiês mais delicados, incluindo a aplicabilidade do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e do Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais; a construção do Aeroporto Internacional de Macau; e a polémica à volta da Fundação Oriente. 7

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