nos que e o pals da justiga, superior a tudo o que se ve na cristandade». E ainda: «Os Chinas Sao muyto sabedores, asy n'as cousas do outro mondo, como n'a gobernagao da reepublica... gemte muyto aguda, de gramdes engenhos, muyto mays que OS Japoes, e homens de muyto estudo. Fazia-lhe grande impressao a disciplina com que o monarca chines se fazia obedecer, e tomava vulto a sua santa ambigao de trazer ao reino de Cristo OS imensos dominios do monarca chinfes, dizendo-lhe o seu optimismo apost6lico que se tao grande monarca se convertesse todos OS seus vassalos seguiriam o seu exemplo. Foi com estes pensamentos que ele partiu de Bungo e chegou pelos fins de 1551 a ilha onde se reuniam OS mercadores Portugueses nas costas da China. Era a ilha de Sheung-Chau, cujo nome pouco a pouco foi transliterado pelos Portugueses em San Choao e logo em Sao Joao! Nessa ilha, a umas 30 milhas para sudoeste de Macau, encontrou Xavier a nau «Santa Cruz», cujo proprietirio era homem digno das confidfincias do grande Apostolo. Tomou lugar no navio para Malaca, e durante a viagem foi-lhe dando conta do seu sonho dourado de ir a China a prtgar a fe de Cristo ao monarca chines. Concordaram OS dois em que o melhor modo seria organizar uma embaixada em nome do Rei de Portugal. Foi por isso a Goa, ficando entendido que o proprietario da « Santa Cruz», o excelente cristao Diogo Pereira, poria a sua disposigao o seu navio para tao alto cometimento. Em Goa o Santo Ap6stolo encontrou todas as facilidades para o seu entusiasmo tanto por parte da Autoridade Eclesiastica, D. Joao de Albuquerque, Bispo de Goa, como por parte do Vice-Rei das indias, D. Afonso de Noronha, o qual deu a Xavier cartas-patentes para Diogo Pereira se apresentar como embaixador, ao Rei da China. Neste alvorogo volta Xavier a Malaca para dali partir para a China, levando ordens do Vice-Rei das fndias para em Malaca se facilitar a palpitante viagem ao Celeste Imp6rio, cujos felizes resultados eram tao ambicionados do Apostolo como dos Portugueses. Quantas vezes, porem, acontece que OS executores de baixo estragam por completo as ordenagoes dos homens do mando superior, nao sendo possivel triunfar dos obstaculos por aqueles assim criados, nem mesmo a pacifencia de um santo taumaturgo como Xavier? Quem entao presidia aos destinos de Malaca, como capitao-mor, era o 4." filho de Vasco da Gama, D. Alvaro de Ataide, homem ambicioso e desonesto. Roeu-o a inveja de nao ser ele o eleito para embaixador e de ver-se preferido a
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