levantadas pela Companhia de Jesus: era o desenvolvimento florescente da obra comegada em Macau, ao cabo de um seculo. A obra notAvel de evangelizagao portuguesa, que era universal em todo o Oriente e vinha desenvolvendo-se desde D. Manuel I, mas sobretudo desde D. Joao III, fez com que Inocencio IV desse, num Breve, este notAvel testemunho da obra MissionAria da Companhia de Jesus: * o Altissimo. Doador de todas as gragas, ateou nos vossos coragoes tanto amor da sua gloria, tanto zelo pela salvagao das almas que muitos membros da vossa Companhia ardendo em desejos de propagar a Religiao Crista e de trazer OS pagaos idolatras ao conhecimento do seu Criador e Salvador, nao se atemorizaram com OS cansagos e perigos de viagens e navegagoes; destas paragens da Europa nao temem passar A Etiopia, A Persia, A India, As Molucas, ao Japao e a outras ilhas do Oriente muito afastadas e situadas nos mais remotos confins do Mundo*. E na verdade, OS relatorios particularcs, ineditos ou publicados, por exemplo, OS dos Padres Azevedo, Cancela e Cabral, das suas viagens de Agra para o Tibete, a Asia Extrema de Padre Gouveia, OS livros editados sobre hist6iia, geografia, religioes, linguas, verdadeiros monumentos etnogrAficos, ai estao em muitas bibliotecas como documentos da afirmacao do Papa Inocencio IV : Sao notAveis padroes de gloria nacional, eclesiAstica e religiosa. Os monarcas Portugueses do tempo Aureo da nossa grandeza e de modo particular D. Joao III que * era entre OS Reis da sua epoca, exemplar na religiao nas esmolas, no decoro real, na prudencia ilustrada com as artes tanto da paz como da guerra, na justiga coroada com OS raios da clemencia, na magnificfencia adornada com todos OS encantos da modestia» foram sustentAculos da obra da evangelizagao. No conceito de Santo IgnAcio o rei piedoso de Portugal foi «entre os Principes cristaos o primeiro e mais principal instrumento da Providencia » de Deus para levar adiante a obra apostolica da Companhia de Jesus e de Portugal. E os seus sucesores mostram-se generosos em auxiliar a empresa missionAria do Padroado, fundando e subsidiando colegios de formagao religiosa, auxiliando, quanto podiam, as obras necessArias para o culto e acgao evangelica. Isto escrevemos em 1934 quando da exposigao colonial do Porto, e acrescentAvamos: Mas claro estA que assim como o Imperio material tambem o espiritual era de tamanha grandeza que necessAriamente havia de ser impossivel para cs Reis de Portugal sustentarem sobre seus ombros o ediflcio grandioso do Padroado tal como era, na vasta concepgao da sua origem.
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