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equilibrado de fontes chinesas e ocidentais, obtendo deste modo um relato mais consensual dos acontecimentos, pouco habitual nos estudos sobre Macau, mas a descrição centra-se sobretudo na fase anterior ao 25 de abril de 1974. O estudo de Cheng refere-se a Macau enquanto Cultural Janusy cujas duas faces, portuguesa e chinesa, são analisadas numa perspetiva transcultural. A obra mais abrangente sobre as relações luso-chinesas na segunda metade do século xx é Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas — 1945-1995, de Moisés Fernandes5. A Sinopse começa com o bombardeamento de Macau durante a guerra do Pacífico e termina em dezembro de 1995. O livro foi concebido como uma cronologia alargada das relações luso-chinesas durante esses cinquenta anos e inclui muitos documentos e fotografias originais, analisando em detalhe toda a documentação disponível nos arquivos portugueses do período em questão. No entanto, não abrange os últimos anos da Administração portuguesa, nomeadamente a transição de Macau. Moisés Fernandes escreveu também outros livros e vários artigos sobre as circunstâncias internas de Macau e sobre os contactos bilaterais no período anterior ao estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a RPC em 1979, um relato inestimável da evolução das relações luso-chinesas.6 5 Fernandes, Moisés Silva, Sinopse de Macau nas Relações Luso-Chinesas — 1945-1995, Fundação Oriente, Lisboa, 2000. 6 A obra de Moisés Silva Fernandes sobre Macau inclui: Confluência de Interesses: Macau nas Relações Luso-Chinesas Contemporâneas 1945-2005、Instituto Diplomático e Centro Cultural e Científico de Macau, Lisboa, 2008; Macau na Política Externa Chinesa 1949-1979, Imprensa de Ciências Sociais, Lisboa, 2006; «A iniciativa gorada de Franco Nogueira para o estabelecimento de relações diplomáticas entre Portugal e a China Continental em 1964», Administração / Xíngzhèng, vol. 15, n.° 56, junho de 2002; «Macau e os reflexos do maoísmo, 1949-1979», Encontros, n.° 5, 1.° Semestre de 2000; «Portugal, Macau e a China — confluência de interesses», História, Novas Séries, Ano 22, n.° 21, janeiro de 2000; «Macau nas relações Sino-Portuguesas, 1949-1979», Administração /Xing- zhèng, vol. 12, n.° 46, dezembro de 1999; «Enquadramento das relações luso-chinesas entre 1949 e 1966», Administração /Xíngzhèng, vol. 11, n.° 40, junho de 1998; e «O comportamento português sobre a transição política e a integração regional de Macau na região do rio das Pérolas», Administração /Xíngzhèng, vol. 10, n.° 36, julho de 1997. 7 Lima, Fernando, Macau: As Duas Transições, vols. 1 e 2, Fundação Macau, Macau, 1999. Um outro autor que aborda o papel de Macau nas relações luso-chinesas é Fernando Lima, jornalista e antigo conselheiro do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva, que ocupou cargos importantes na Administração de Macau. O seu estudo em dois volumes Macau: As Duas Transições^ publicado pela Fundação Macau, baseia-se sobretudo em fontes portuguesas (de Lisboa e Macau) que foram cuidadosamente utilizadas num registo oficial dos acontecimentos7. O primeiro volume começa em 1947, com o impacto da Guerra civil chinesa e a vitória dos comunistas em Macau, descrevendo os principais altos e baixos na vida do Território, e termina com a controversa visita do Presidente Ramalho Eanes a Pequim em 1985, que abriu caminho para as negociações luso-chinesas para a resolução 16

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