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consensual foi em parte o resultado do contexto político interno: as divisões entre líderes políticos e a má preparação dos diplomatas portugueses resultaram numa falta de determinação em obter para Macau e para Portugal os melhores benefícios possíveis. O Governo português assumiu posições que reduziram as possibilidades de impor à China um objetivo estratégico para o Território, limitando-se a assegurar que o acordo sobre Macau não fosse pior do que o de Hong Kong. Conclui-se que a Administração portuguesa deixou em Macau quadros locais mal preparados, o Governo português nao garantiu formalmente o estatuto de dupla nacionalidade aos cidadãos de Macau e o fundo de pensões e o estatuto da Língua portuguesa após 1999 poderiam ter sido mais bem negociados. Apesar de tudo, Portugal conseguiu obter algumas concessões, pois tinha algumas vantagens negociais, tais como o interesse da RPC em resolver a questão através de negociações, tanto por razões de ordem internacional como para evitar quaisquer efeitos adversos nos planos para a reunificação de Taiwan. Os dois países estavam interessados em sentar-se à mesa de negociações e utilizaram Macau para fins de política interna. Para o Governo português de centro­ -direita, a questão foi usada para mostrar que o Partido Social Democrata (PSD) podia fazer melhor do que o Governo de esquerda conotado com a descolonização da África portuguesa e o abandono de Timor depois do 25 de abril de 1974. Para a China, Macau desempenhava um papel crucial na política de reunificação nacional: o melhor exemplo da aplicabilidade do conceito um país, dois sistemas' ao caso de Taiwan. 22

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