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por Miguel de Senna Fernandes e o seu grupo de teatro Dóci Papiaçám di Macau, Neste último caso, referir-me-ei unicamente aos vídeos publicados online. Na introdução ao corpus literário em crioulo de Macau, farei um sumário de algumas das histórias e poemas usados como exemplos ilustrativos de tendências humorísticas e identitárias. lais sumários ajudarão o leitor a fomiliarizar-se com as narrativas e com as várias tendências que procurarei classificar e interpretar no quarto capítulo. No terceiro capítulo, apresentarei o estado da arte relativo aos estudos humorísticos e, de modo mais específico, à linguística do humor. Uma vez que não existe literatura relativa a possíveis relações entre o humor e a linguística de contacto, abordarei hipóteses de pontos de contacto entre estas duas áreas e que podem ser deduzidas da análise do estado da arte relativamente às mesmas. No quarto capítulo, analiso o corpus apresentado no primeiro capítulo à luz da história e da cultura locais de Macau e dos conceitos humorísticos introduzidos no terceiro capítulo. Procurarei demonstrar como o humor é utilizado como uma ferramenta de invenção e consolidação da identidade macaense e de definição da sua diferença relativamente às outras identidades com as quais a comunidade teve ou ainda tem uma relação temporal ou espacial. O apêndice I contém e revisão do que se sabe sobre todos os termos de origem nâo-portuguesa registados nos dicionários e glossários do crioulo de Macau (Batalha, 1988; Fernandes e Baxter, 2004; Gaião, 2019). lodos os termos utilizados ao longo do texto que possuam uma entrada com informações históricas e/ou filológicas mais detalhadas neste glossário surgem sublinhados (por exemplo, patua). 21

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