catalogado, estando distribuído por capilhas numeradas, cujo conteúdo nâo aparenta respeitar qualquer tipo de coerência interna ou organização prévia. Tendo em vista esta falta de tratamento arquivístico, segue-se a ordem de apresentação dos documentos conforme foram sendo consultados pelo grupo de trabalho. As descrições apresentadas sâo da responsabilidade de Daniela Spina e constituem mais um instrumento essencial para a compreensão das relações intelectuais e literárias entre Goa e a metrópole. De seguida, surge o legado do sacerdote católico, orientalista e académico Monsenhor Sebastião Rodolfo Dalgado (1855-1922), patente na Biblioteca da Academia das Ciências de Lisboa, à qual foi confiado por vontade testamentária. Este é composto, predominantemente, por materiais lexicográficos (dicionários, gramáticas, glossários e vocabulários) associados a diversas línguas indo-europeias, sânscrito, crioulos asiáticos e africanos e por traduções quase exclusivamente de textos clássicos indianos. Neste acervo, encontram-se também estudos de natureza linguística e alguns outros sobre a história das religiões. Esta secção, organizada por Marta Pacheco Pinto com a colaboração das bibliotecárias da Academia das Ciências, contém ainda a referência de dois manuscritos que nâo se encontram no seu acervo, mas na Série Azul, também arquivada na Biblioteca da Academia. Apesar de possuir um cunho mais marcadamente académico e científico, e menos literário, destaca-se a importância grande de publicar a listagem deste acervo na sua totalidade, sem uma triagem temática, na medida em que se considerou haver todo o interesse em conhecer a biblioteca deste importante intelectual orientalista na sua totalidade, o que até ao momento ainda nâo havia tido lugar. O mesmo já nâo foi feito para o acervo bibliográfico do sacerdote, político e historiador António da Silva Rego (1905-1986), preservado na Biblioteca Universitária Joâo Paulo II, e que se inclui em último lugar através de uma seleção de espécimes que —por serem de natureza mais científica (ensaios e obras históricas, antropológicas e etnográficas), ou nâo compostos em língua portuguesa, ou com datas fora dos terminus a quo e ad quem do nosso trabalho - se resolveu inserir neste livro como acervo à parte. Tal como os restantes acervos, este está também organizado por ordem alfebética. Foi adicionada a indicação [acervo Silva Rego], no catálogo, após a cota da BGUCR para assinalar as obras que, da Biblioteca Universitária Joâo Paulo II, pertenceram a Silva Rego. A nota introdutória é assinada por Inês Marques. É de notar que estas diferenças na organização do catálogo e dos acervos individuais dos autores se prendem, logicamente, com as necessidades distintas das bibliotecas e dos arquivos consultados, mas, sobretudo, com o facto de que no catálogo importa evidenciar a distribuição das referências segundo o local de publicação e, no caso do legado e dos espólios, interessa listar, de forma mais intuitiva e mais imediata, as obras possuídas pelos intelectuais que dâo nome aos 9
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