Quanto aos territórios privilegiados, ora como espaços de produção textual ora como objeto de interesse dessa produção, estes foram Goa, Macau, Moçambique e Timor. Incluímos também alguns espécimes sobre Malaca, Japão, Tailândia e outras geografias asiáticas com ligação à língua portuguesa. Neste sentido, é imperativo explicar que, embora Moçambique esteja localizado no continente africano, é aqui encarado na perspetiva dos estudos do Índico, dado que partilha profundas relações literárias e intelectuais com o mundo indo-asiático, desde logo pela geografia que o tornava ponto de ligação entre o império português em África e o império português do oriente. A aplicação destes critérios de seleção levou à reunião de centenas de entradas bibliográficas que exigiam organização e hierarquização. Tendo isto em vista, este volume é composto pelo ensaio inicial dedicado aos fundamentos teóricos que presidiram ao trabalho de arquivo, realizado no âmbito do projeto, e pelo catálogo de referências bibliográficas propriamente dito, seguido da secção de Núcleos Bibliográficos & Espólios, tratados isoladamente. Esta compõe-se das descrições do espólio de Guilherme Joaquim de Moniz Barreto (1863-1896), da listagem bibliográfica do legado de Sebastião Rodolfo Dalgado (1855-1922) e, finalmente, de uma pequena seleção, atinente apenas aos objetivos deste projeto, do acervo de António da Silva Rego (1905-1986), dispostos na ordem que se acaba de listar. No final do volume, encontra-se um índice onomástico, apresentando o nome dos autores em grafia atualizada ou convencionada, que facilitará a consulta por parte dos leitores. As responsáveis diretas pela descrição/catalogação destes materiais sâo as investigadoras que assinam as notas introdutórias, sempre com o apoio dos funcionários das respetivas instituições. O catálogo - excluindo, portanto, o legado e os acervos - está organizado por local de publicação e, dentro desse critério, por ordem crescente de data de publicação do espécime, por sua vez referenciado de acordo com o sistema autor-data. Privilegiar o local de publicação poderá dar-nos informações sobre os espaço de produção e edição das comunidades envolvidas no estudo. No que interessa às relações entre essas comunidades intelectuais e à circulação dos espécimes, chamamos a atenção para a indicação das cotas relativas a cada um dos núcleos consultados. Por sua vez, os documentos patentes no legado e nos acervos estão organizados por ordem alfabética do sobrenome do autor; ou seja, a organização autor-data é similar à do restante catálogo, apenas sâo excluídas as categorias de divisão relacionadas com o local de publicação da obra. Em primeiro lugar, surge o acervo do intelectual indo-português Guilherme Joaquim de Moniz Barreto (1863-1896), que foi doado à Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa pelo professor Agostinho de Campos. É o único segmento deste Catálogo que nâo é bibliográfico, sendo composto maioritariamente por manuscritos autógrafos. O acervo de Moniz Barreto não se encontrava, até ao momento, descrito nem 8
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