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artigos e 1600 páginas) elaborada ao longo de 14 anos, entre 1998 e 2012, e que representa um dos documentos de investigação de maior fôlego do seu Departamento de Português, e igualmente Macau ao Longo de 500 anos, o Atlas mais completo de Macau, em edição trilingue (Português, Inglês e Chinês), publicado também em 2012, e o qual retrata a evolução detalhada do Território ao longo do tempo. 5. 2015 é o ano da coedição CCCM/Universidade de Macau da obra de Car- men Amado Mendes e também da coedição CCCM/Fundação Macau da obra coletiva Macau: Past and Present, edição de Wu Zhiliang e Luis Filipe Barreto. Estas publicações, este programa de edições e de coedições que envolve Centros, Universidades, Institutos, Fundações, tem contribuído para o renovar dos estudos sobre Macau dos séculos xx e xxi em línguas, portuguesa, inglesa, chinesa. A partir de áreas disciplinares bem diversas contemplando a história e a sociologia histórica, as relações internacionais e a politologia, os estudos culturais e a antropologia histórica, o Estatuto de Macau, em si próprio e para a China, Portugal e o restante mundo, tem vindo a ser cada vez mais e melhor conhecido, debatido, divulgado. 6. A presente edição do estudo de Carmen Amado Mendes é mais um precioso contributo para este edifício de investigação em permanente crescimento e construção. Estudo de caso sobre os anos de 1986 a 1999 atento aos diferentes espaços que pontuam então a existência política de Macau desde a República Popular da China e Portugal até Hong Kong e o quadro internacional mais global dos Estados Unidos da América às Nações Unidas. Mas, também, estudo pormenorizado de fatores mais internos à própria condição de Macau (as questões da transição e do grupo de ligação) e ao pulsar dos treze anos em jogo. 7. A Universidade de Macau e o Centro Científico e Cultural de Macau apostam no crescimento da investigação acerca de Macau nas suas diferentes dimensões e tempos, longos ou curtos, próximos e distantes. Ao promoverem em conjunto a investigação, publicação, divulgação estão, também, a contribuir para o fortalecimento das relações académicas, científicas e culturais entre a República Popular da China e Portugal. Estão a contribuir para o conhecimento e o reconhecimento da Região Administrativa Especial de Macau. Macau e Lisboa, Janeiro de 2016. Rui Martins e Luís Filipe Barreto 10

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