que nos revela uma sintonia de trigramas, um toque oriental que orienta o homem para uma certa posição no mundo. Com isto, abre-se uma dinâmica de confrontação, a filosofia que ao ocidente é dada às criaturas humanas com aquela que é transmitida nas longínquas terras do Oriente. Do Tao 互 Ching, trazido por José Duarte de Jesus, sente-se o esforço das boas ações, um tratado de filosofia moralista que orienta o comportamento para o sentido certo. Pelos caminhos milenares do pensamento chinês, a Arte da Guerra de Sun Tzu é obra tamanha que não podia ser esquecida. Sugerida por Paulo Roberto de Almeida, lembra que a estratégia alcança com este texto um altíssimo significado que hoje serve para avaliar os tormentos entre as nações. O coautor dá uma nova vida a Sun Tzu, torna-o contemporâneo, cobre-o com o manto da República Popular, transporta-nos para uma dimensão paralela entre o passado e o presente. No empreendimento que aqui nos propomos fazer, a arte tem um lugar cativo, incluindo as melodias soltas pelos instrumentos de música tradicionais, a pintura laboriosa ou a poesia emotiva. Aqui e acolá os escritores das obras escolhidas abordaram estas dimensões estéticas, cultivadas ao longo de séculos por músicos, pintores e poetas. António Graça de Abreu é um dos coautores desta obra que apontou para a dimensão artística chinesa, agarrou-se com afinco às subtilizas da poesia ancestral. Yuan Mei foi o plantador de palavras escolhido, que também às telas deu significado, casamento feliz entre a explosão de cor na pintura e o requinte das palavras na poesia. Ruirui Sun leva-nos ao mundo da ópera numa viagem inesquecível que se interliga com a antiquíssima cidade de Xian. Através desta coautora, conseguimos explorar o "esplendor da história e as vicissitudes da vida" nas ruas milenares de Xian, tendo como referência o livro Qin Qiang de Jia Pingwa. Entra -se no universo dos usos e costumes das gentes e particularmente o meio cultural que envolve a música e a ópera, uma herança quase genética do povo de Shaanxi. Da esfera da ciência chega a proposta de olhar a China pelos livros por Cláudia Ribeiro. The Man Who Loved China de Simon Winchester é o exemplar proposto, que por sua vez se debruça sobre o sinólogo Joseph Needham, que a coautora refere como “um homem que tem uma pergunta [no] nome". Figura lendária que procurou destrinçar com obsessão os veios do saber antigo, do mais elementar utensílio chinês às mais elaboradas composições físicas e químicas. A ciência, o conhecimento, o ensino e a educação são na China uma das essências da sua civilização. Confiicio assim o salientou: "se nao sabes, aprende; se já sabes, ensina”. Foi por um prisma paralelo que Francisco José Leandro nos levou a olhar para o Império do Meio, ou seja, pelos caminhos do conhecimento e da educação. Fá-lo através da combinação de duas obras: Concise History ofthe Communist Party ofChina} editada por Hu Sheng e Little Soldiers: Z〃 American Boy, a Chinese School and the Global Race to Achieve, escrito por Leonora Chu. Do pasmo que se nos depara da realidade dos indicadores socioeconómicos da China atual, este coautor procura mostrar-nos 8
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