Noutro texto, Jiawei Xing leva-nos à China através do livro InsightÁe, Jing Chai, não escondendo a comoção que lhe causaram os episódios descritos pela escritora durante a epidemia da Síndrome respiratória aguda grave (SARS), propagada no país em 2003. As palavras de Jing Chai foram um guia para Jiawei Xing, confrontada com uma realidade semelhante durante os piores momentos da epidemia da COVID 19, em 2020. Antes do mundo, a China parou, entrou no que esta coautora chama de "guerra sem fumo,,J de um inimigo invisível, em que o centro das atenções se viraram para Afiguras brancas em fetos protetores" que tudo faziam para salvar vidas. Este é um olhar para a China pelo prisma da determinação, que marcou os momentos mais difíceis desta antiquíssima civilização. Sun Lam olhou para a sua China pelo prisma de Lin Yutang, num dos seus trabalhos mais emblemáticos: A Importância de Viver. Como refere esta coautora: “Não me lembro de ter lido outro livro que me tenha tocado tão profundamente, designadamente sobre o que significa «ser chinêsn. Lin Yutang denotava grande respeito pelo conhecimento livresco, quase que serve de inspiração para o presente trabalho. Lembrava que “sábio que lê livros, também lê a vida", o grande universo era para ele um grande livro, e simultaneamente uma escola com que todos podemos aprender. Que belo exercício de meditação sobre o sentido e os prazeres da vida, explorando tanto a arte em se fazer coisas úteis como a arte em não se fazer coisa nenhuma. Com um toque finíssimo de humor, a escrita de Lin funciona como um alerta para os pequenos prazeres tantas vezes descuradas na lufa-lufa do dia-a-dia. Com Ran Mai olhamos para a China através da obra Uma. viagem árdua pela cultura de Yu Qiuyu, "recobrindo aspetos da História, cultura e mentalidades do povo chinês,5, como escreve a coautora. As viagens de Yu Qiuyu pela China são para esta coautora uma inspiração, uma "necessidade irreprimível de percorrer aquela terra imensa para experimentar, com os olhos e com o coração, a emoção direta5 da aterra silenciosa" que tanto diz. Em Taste of Macau, Annabel Jackson, livro sugerido por Luís Lavrador, aviva-se o que dos contactos dos homens de quadrantes tão díspares resultou em alimento partilhado. Os sentidos foram os coadores que em primeiro lugar filtraram as ondas civilizacionais alheias, os que reproduziram estranheza, pasmo ou satisfação na hora do embate. A viagem segue, e o viajante continua entusiasmado. Quer entrar nas profundezas geográficas de uma China plena de contrastes. Paul Theroux convida a uma viagem de comboio com o Riding the Iron Rooster, um rasgo literário pelas artérias ferroviárias do gigante asiático, num misto de sucessões e emoções. Foi o desafio que Carlos Rodrigues trouxe para esta obra coletiva, um salto meditativo sobre as vivências de Theroux e a China atual, onde as rotas, vias e corredores são uma das suas principais marcas. Uma nota final para um agradecimento a todos os coautores que participam neste trabalho, sem os quais o projeto nao seria possível de realizar. Salientando 10
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