definitivo do Extremo Oriente para a Europa, escreveu e publicou em Roma, numa edição subvencionada pela Santa Congregação para a Propagação da Fé e saída dos prelos de Giuseppe Luna, em 1650, uma Relazione de filiei successi delia santa fede predicata da padri delia Compagnia di Giesu nel regno di Tunchino, alia santita di N. S. PP Innocenzo Decimo. Conforme o título informa, neste livro, que pouco depois teve versão para francês, o padre Rhodes teve sobretudo em conta a sua açâo missionária em Tonquim. Ora, além deste livro, nos arquivos da Companhia de Jesus, em Roma, no códice lapSin 69〉entre os fólios 95 r° e o 140 v°, encontra-se um circunstanciado relatório, saído do punho de Rhodes, em latim, aparentemente destinado à publicação, registando a açâo missionária do mesmo sacerdote sobretudo no período em que esteve na Cochinchina. Refere-se também ali aos primórdios da missão jesuíta neste reino e, dada a importância de que se reveste para o nosso escopo, além dos excertos que mais adiante dele faremos, parece-nos útil traduzir e transcrever aqui as primeiras linhas deste pouco conhecido manuscrito: [95] «ITINERÁRIO de dez anos de Alexandre de Rhodes, da Companhia de Jesus, por terra e por mar. tcPorquanto desde o ano 40 deste século, em que toda a nossa Companhia de Jesus perfez um século, até o ano de 1645 fui enviado, por obediência, por quatro vezes à Cochinchina, e também outras tantas, dali expulso, fiii obrigado a regressar a Macau, até ao momento em que, pela mesma obediência, fui destinado a Roma, aonde, com a ajuda de Deus, acabei por chegar sâo e salvo após quase quatro anos neste ano de 1649: pretendendo descrever todo o período de nove anos e alguns meses, tempo este durante o qual nâo tive domicílio algum estável, mas levei uma existência insegura de viajante, em incessantes jornadas e viagens por terra e mar, e percorri vinte mil milhas italianas, decidi-me a dar-lhe o nome de Itinerário. (...) [97] “Por conseguinte, antes de me dedicar à descrição da presente situação da religião cristã no reino da Cochinchina, pareceu-me que valeria a pena referir o que em tempos passados se fez nesta região no respeitante à fè cristã: é que, no que tange à situação temporal e usos e costumes desta nação, já disso me ocupei de 1626. No ano seguinte é mandado, na companhia do português Pedro Marques, para Tbnquim, para aí fundar nova missão jesuíta, aqui permanecendo até à sua expulsão deste reino, em 1630. Permanece em Macau no decénio 1630-1640, realizando entre este derradeiro ano e o de 1645 três ações missionárias, de diferente duração, na Cochinchina, da qual, depois de definitivamente expulso, depois de breve passagem por Macau, parte para a Europa. Aqui, reside em Roma até 1652, donde se dirige para a sua pátria gaulesa, a partir da qual, depois de uma permanência de dois anos, se dirige para a Pérsia, onde vive cerca de cinco anos, falecendo em Ispaâ, no dia 5 de novembro de 1660. Vd. Schütte, Monumenta Histórica Japoniae I, 1279, Jacques, uLe Portugal et la romanisation,,> 23. 21
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