China. (...) [226] Por forma que, quando dizemos que neste reino o poder se transmite de maneira hereditária pretendemos referir-nos exclusivamente ao Bua, ao qual sempre sucedem os seus próprios filhos, conservando-se na sua família a linhagem régia.” [89] “E durante a maior parte do tempo este rei [=da Cochinchina] tem guerras importantes em três regiões do reino, porquanto, em primeiro lugar, tem de estar sempre na defensiva em relação ao rei de Tònquim, que, consoante dizíamos, incessantemente o ameaça e ataca, motivo pelo qual este rei reside em Sinoa, região limítrofe do seu reino, a fim de mais de perto poder fazer frente e dirigir as suas tropas contra as fronteiras delbnquim. (...) [90] Mantém também uma outra guerra, por assim dizer civil. (...) E, em terceiro lugar, tem guerra contínua na [91] outra região ocidental do seu reino, chamada Ranran, contra o rei de Champá, conflito este a que, por se tratar de rei menos poderoso, faz frente a própria província com os seus recursos, bastando para a sua defesa o seu governador com as suas tropas." Nas Batalhas da Companhia deJesus o padre António Francisco Cardim revela -se mais noticioso do que os seus colegas em relação aos nomes dos detentores máximos da soberania tanto nas terras de Tonquim, que conheceu melhor e aqui não nos importam especialmente, mas igualmente na Cochinchina. Ouçamo-lo: [68] “o governo destas aldeias [=lbnquim] é como o das nossas cidades. Entre elas há algumas de mais de quatro e cinco mil vizinhos; só chamam cidade à metrópole, com o nome de Quei chê^ que é a mesma corte, onde mora o Chua ou governador, que usurpou o governo universal do reino ao Bua ou rei. Este é do tronco dos reis legítimos, mas tem só nome e algumas preeminências; no mais está à disposição do dito governador como o governo de todo o reino.” [69] “com as quais [=províncias da Cochinchina] se alevantou os anos passados o governador delas, chamado o Tuy, continuando na posse seu filho Tai Bau, por catorze anos. E agora seu neto Omchuongeá, (...). [179] “Os reis [da Cochinchina] que em todo este tempo, de 1615 até 1649, foram três: Om Tiy, que deu franca entrada aos pregadores do sagrado Evangelho: este foi o que se rebelou contra o seu rei, Senhor de todo Annam, [180] que o fizera governador das províncias da Cochinchina. Sucedeu-lhe seu filho lay Bau, que morreu no ano de 1648; com o reino não só herdou do pai a má vontade e grande ódio que tinha contra a lei de Deus, senão que se avantajou em maiores demonstrações de ódio contra seus pregadores e professores.J,(...) [182] “Sucedeu no reino Tay Bau a seu pai Om Tuy, pelos anos de 1631.” 25 Ou Ke Cho, na moderna escrita, um dos nomes antigos para Hanói. 26
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