Evangelho lançar raízes mais firmes nos corações dos neófitos. P Franciscus Buzo- mius, Neapolitanus, primus e Societate nostra sacri Euangelii nuntium in Cocincinam inuexit anno huius saeculi decimo quinto; ex quo anno, licet difficillimis temporibus C..) cum Euangelium iam ibi esset receptum multique Christo per baptismum nomen dedissent, illa regio a nostris numquam fuit omnino derelicta, quamuis enim saepe ab illo regepulsi, tamen iterum atque iterum redierunt, aliquibus semper munusculis instructi, quibus ethnici regis animum delenirent [*]que locus erudiendi christianos, atque ita sensim firmiores Euangelium in neophytomm cordibus radices ageret.] (...) [98 v°] “A esta falsa acusação deu pretexto certa pessoa que, movida por zelo indiscreto, quis totalmente proibir todas as cerimónias que os cochinchinas costumam fazer em memória dos seus defuntos, nas quais, embora se pratiquem muitas superstições que nâo podem ser praticadas por cristãos de sã consciência, mesmo assim existem outras que podem consentir-se sem qualquer mancha de superstição, as quais depois os nossos, em reunião, decidiram que podiam e deviam ser praticadas pelos cristãos." [Huicfalso nomini ansa data est a quodam, qui zelo indiscreto motus, omnia quae Cocincinaefacere solent in suorum defunctorum memoriam uoluit prorsus abolire, in quibus, quamuis multa fiant superstitiosa, quae a christianis tuta conscientia minime fieri possint, alia tamen sunt quae sint ullo superstitionis nota possunt tolerariy quae postea a nostris simul congregatis statutum est fieri et posse et debere a christianis [••)・] 6. Os autores das ânuas Dadas as características que imprimimos a este livro, onde sobretudo se procurou pôr à disposição dos interessados um corpo de documentos inéditos com carácter simultaneamente histórico e literário, nâo parece que devamos dedicar entradas exaustivas acerca de cada um dos autores das ânuas aqui coligidas. Nos casos de João Rodrigues Girão e de Pedro Marques, ler-se-âo breves sínteses biográficas, redigidas com os elementos fornecidos pelos cronistas e eruditos da Companhia de Jesus, e das quais constam os dados bastantes para uma sumária contextualizaçâo. Quanto a Gaspar Luís, autor largamente maioritário do material aqui coligido e personalidade de quem já anteriormente nos ocupáramos, e que foi, de facto, quem nos motivou para empreender a realização do presente livro, merecia um tratamento mais alongado, que lhe demos, sobretudo mediante a transcrição e tradução de parte de um documento inédito, e que é o último em que ele é referido como ainda pertencente ao número dos vivos. No que tange à entrada relativa ao italiano Maiorica, aproveitou-se o ensejo para igualmente traduzir e transcrever algumas das linhas que o seu confrade Rhodes lhe dedicou no inédito Itinerarium. 29
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